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Par muié facêra

Bela poesia matuta do meu amigo Zé Salvador, poeta Cearense de Tianguá que reside há muitos anos no Rio de Janeiro.

Muié Facêra

Saco distopa tem cá

daçuca num sei dizê
num posso dá só vendê
esta sumana vô lá
nas terra dos trapiá
buscá essa tá de fita
se tu qué ficá bunita
minina vô te dizê
num é fita é só querê
só é tu memo que dita.

O padi onti na missa
disse par muié facêra
que bunitesa é bestêra
que homi só tem maliça
se vê muié logo viça
se fô facêra intão
aí ele vira o cão
memo que ten’hia marido
o bicho é munto atrivido
isquenta logo o tição!

A prosa tá munto boa
mar priciso trabaiá
pois aqui no meu lugá
só gan’hia aqule que soa
só a só ou na garoa
eu trabaio de alugué
vou pegar o meu chapé
num posso perdê o trem
pro mode que num convem
se não tem qui i de a pé.

A bodega vô fêxá
vô fazê min’ha viaji
tá chegano a hora quagi
num tarda o trem passá
aqui num posso ficá
tem que surti meu cumersso
pro modi isso eu peço
se arretirá vosmicêis
mas vô dêxá um indêis
a vorta docêis careço.

Zé Salvador

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