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Uma bodega no mato não precisa ser sortida.

Uma saca de feijão
com a boca arregaçada
linguiça dependurada
cinco barras de sabão;
quatro sacos de carvão
uma caixa de bebida
na prateleira comprida
veneno pra matar rato
uma bodega no mato
não precisa ser sortida.

Quatro latas de sardinha
pacotes de soda preta
elástico, linha e chupeta
cuscuz, ovos de galinha;
uma saca de farinha
remédio que tem saída
um bêbado dando mordida
na sobrecoxa de um pato
uma bodega no mato
não precisa ser sortida.

Mote: Arievaldo Viana
Glosas: Léo Medeiros
Currais Novos, 25/01/2012.
Poemas e Poesias 6271704101470811176

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  1. amigo... essa é boa... lembra-me perfeitamente como se encaixa...

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O Donzelo Azarado

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