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que transforma a paisagem do Sertão Hibernando na seca pra viver.

Vi pelado sem folha o marmeleiro
Toda fauna não sei como se esconde
A casaca de couro não responde
Nem o galo que canta no terreiro
Terra boa parece um tabuleiro
Sem ter planta nenhuma a florescer
E num passo de mágica, se chover
Modifica essa tal vegetação
que transforma a paisagem do Sertão
Hibernando na seca pra viver.
Rômulo Nunes
Vi caatingas desertas cor de prata
Nos desvãos de imensas serranias,
Baraúnas torcidas nas porfias
Violentas que sopram contra a mata,
Criminosa é a mão que desacata
A vontade suprema de um ser,
Num bioma que morre pra nascer,
Basta apenas librina e o trovão
Que transforma a paisagem do Sertão,
hibernando na seca pra viver.
Pedro Nunes Filho
Vi secar açudes e barragens
Rio, poço, até o bebedouro
Vi de sede morrer o melhor touro
E de fome porque não tem pastagens
Sertanejos que fitam nas miragens
Espiando pro céu querendo ver
Um pedaço de nuvem escurecer
Acabando no ano esse verão
Que transforma a paisagem do Sertão,
hibernando na seca pra viver.
Rômulo Nunes
Vadiei na lagoa panati
procurando rebanho espatifado
não havia vaqueiros encourados,
nem chocalhos tocando par ali,
preparou-se uma chuva pra cair,
logo o céu começou a escurecer
vinha água caindo pra valer
escorrendo de bolo pelo chão
que transforma a paisagem do Sertão
Hibernando na seca pra viver.
Pedro Nunes Filho
O cambão de milho se acabou
Hoje a ave que vejo é urubu
Vivo aqui a cortar mandacaru
Para o gado que a seca não matou
Meu cavalo de fome já tombou
Muitas vezes não sei o que fazer
Só queria ao menos poder ver
O trovão o relâmpago e seu clarão
Que transforma a paisagem do Sertão,
Hibernando na seca pra viver
Rômulo Nunes

Fonte:http://josarabelo.blogspot.com/
Poemas e Poesias 7726202603759597413

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O Donzelo Azarado

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