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Quanto mais canto o sertão Mais tem sertão pra cantar

Canto o mocó no serrote
Fugindo de caçador
Um vaqueiro aboiador
Tangendo vaca e garrote;
O sanfoneiro no xote
Fazendo o fole falar
E a beleza do luar
Clareando na amplidão
Quanto mais canto o sertão
Mais tem sertão pra cantar.

Canto a água descendo
Numa bela cachoeira
Menino com baladeira
Com o nariz escorrendo;
Parece até que estou vendo
Papai em casa chegar
Suado para almoçar
Com dois surrões de feijão
Quanto mais canto o sertão
Mais tem sertão pra cantar.

Eu canto o boi manso e forte
Puxando campinadeira
Um matuto com a peixeira
Desafiando a morte;
Brigando pela consorte
Que escolheu pra casar.
Canto relâmpago no ar
Que vem antes do trovão
Quanto mais canto o sertão
Mais tem sertão pra cantar.

Mote: Domínio Público
Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 24 de outubro de 2011.




Poemas e Poesias 5133466503942511529

Postar um comentário

  1. Peço que transmita esse recado ao Leo... Encontrei a comunidade (Literatura popular) sem dono, me tornei dono e em seguida transferi ao verdadeiro dono o que é Leo Medeiros. Quanto a esse comentário, depois de lê-lo pode apagar, inté.

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  2. EITA SERTÃO VELHO BOM DE SE CANTAR!!!!MUITO BOM POETA, PARABÉNS.

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  3. Obrigado poeta!!!Tem muita coisa pra se cantar neste sertão!!

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O Donzelo Azarado

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