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A Criança e o Ancião


Toda criança tem planos
De ganhar à liberdade
Com a tal maioridade
Que vem aos dezoito anos.
Já o velho sente os danos
Que a canga do tempo fez
Reclama com altivez
Dia e noite, noite e dia
Se pudesse voltaria
A ser criança outra vez.

Ali sentado na praça
Um molequinho chorava
E um velho que passava
Perguntou cheio de graça:
Meu querido o que se passa
Por que, que estás chorando?
E o menino soluçando
Retira o seu polegar
Da boca e pôs a falar
O que estava passando.

Por eu ser novo demais
Vivo nesse padecer
Sem condição de fazer
Coisas que um de vinte faz.
Já não sendo mais rapaz
O senhor escutou bem
Faltando vinte pra cem
De barba e cabelo branco
Sentou-se no mesmo banco
E pôs a chorar também.

Léo Medeiros

Sobral, 01/10/2008.

Poemas e Poesias 8260701304935646756

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O Donzelo Azarado

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