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Um ano sem José Mariano de Medeiros

Há exatamente um ano, seu José Mariano de Medeiros, meu genitor, nos deixava depois de lutar dois anos contra uma doença que acabou vitimando-o. Passa-se um ano sem o velho, pode-se dizer que tudo passa rápido com a correria do dia-dia, mas a saudade que a família e amigos sentem essa ao contrário aumenta todo instante. Na época eu conversando com Dona Fátima Marcolino, poetisa e filha do saudoso poeta José Marcolino, pedi que a mesma me mandasse um mote para ensaiar alguma glosa, na ocasião Fátima passou o seguinte tema: SAUDADE GRITA FORTE TODA HORA, AVISANDO QUE PAI NÃO VOLTA MAIS. Alguns dias depois saíram essas duas glosas que aqui repasso demonstrando o sentimento que tenho por aquele, que juntamente com Dona Expedita, me botaram no mundo.

Seu retrato eu não canso de olhar
Sua imagem é tão viva em nossa sala
Todo instante escuto a sua fala
Mas não posso meu velho, te abraçar;
Meu consolo agora é recordar
Relembrar os momentos geniais
E pedir pra que Deus nos mande a paz
Pra família que o chefe foi embora
Saudade grita forte toda hora
Avisando que pai não volta mais.

A lacuna que fica é tão gigante
Preenchê-la é mais que impossível
Tu foste pai e esposo tão incrível
Hoje habita um reino triunfante;
Na nau onde Deus pai é comandante
Embarcaste pra perto de seus pais
Pelejou na batalha dos mortais
Mais perdeu para a morte que devora
Saudade grita forte toda hora
Avisando que Pai não volta mais.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 23 de maio de 2010.
Poemas e Poesias 5634431942029196752

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O Donzelo Azarado

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