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A saudade insistente fez parada no batente da minha moradia.

(mote: Irason)
Recordar o passado é mergulhar
Nas águas mais profundas da lembrança
Retornar pro meu tempo de criança
E ouvir as cantigas de ninar;
Sentado num pilão eu escutar
Minha avó rezando ave Maria
Debulhando um rosário todo dia
Sem queixa-se de dor ou enfadada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia.

Parece até que eu estou olhando
Minha mãe remendando o meu calção
A vela da primeira comunhão
Bê-á-bá na escola soletrando;
Vejo pai com cipó me esperando
Pra punir todas as artes que eu fazia
Hoje choro sem sua companhia
Que meu peito soluça e dá pontada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 04 de setembro de 2010.
Poemas e Poesias 3430671678627378960

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O Donzelo Azarado

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