Loading...

Ontônia de Carabina

Ontônia de Carabina
Ô peste linda do cão
Os zoiá dessa minina
Parte quarqué coração
Parece inté o luá
Quilariano um pumá
Em noite de escuridão.

Ontônia de Carabina
A razão dos meus pecado
Quano ela passa por eu
Cum seu andá balançado
Eu sinto um calor nas mão
E no peito um frivião
passo o dia intrapaiado.

Ontônia você me mata
Cum essa sua foimosura
Cum essa boca rosada
Feito uma fruta madura
O seu coipo aguduxado
Dá pareça dum roçado
Em ano bom de fartura.

Ontônia eu quiria sê
O maió dos feiticêro
Mode eu sê seu travessêro
Numa noite de drumida
Veno vosmicê vistida
Cum seu coipete de pano
Pr’eu ficá arreparano
As suas foima nutrida.

Mas como eu num sei fazê
Nem magia, nem caboje
Você dos meus braço foge
Omentando a minha dô
Mas tenho fé no sinhô
E na Virge Imaculada
Qui tu um dia marvada
Arrepara meu amô.

Sobral, 26 de dezembro de 2003.

Poesia de Léo Medeiros, presente
no CD Minha terra, Meu Sertão.
Poemas e Poesias 865632853021276464

Postar um comentário

  1. Poeta, que tu possas continuar mostrando o teu talento através dos encantos de tua poesia, levando a nós leitores a boa cultura.Que muitas Ontônias de Carabina possam existir e "arreparar" os amores que hão de um dia surgir. Afinal de contas, o amor não tira férias e nem a poesia também.

    Um abraço e receba os votos de um Feliz 2011.

    P.S.: Ja está bom de ir pensando em outro Cd que este dai o sucesso está garantido.

    ResponderExcluir

emo-but-icon

Página inicial item

O Donzelo Azarado

Entre em contato

Nome

E-mail *

Mensagem *