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Quando a porta do peito se fechou a saudade esqueceu a chave dela.

(Mote enviado por Aluisio Lopes – São José do Egito-PE)

Fiz tudo pra tirar do pensamento
Certo alguém que outrora me deixou
Chegou de mansinho e se alojou
Nesse peito com falso juramento.
Sem demora saiu o casamento
Nós juramos amor numa capela
O padre nos benzeu, eu beijei ela
Mas a jura com pouco se quebrou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Todas as fotos com ela, eu rasguei
Nossa cama depressa eu dei um fim
Arranquei todas as plantas do jardim
Suas vestes bonitas eu queimei;
Feito um louco no mundo viajei
Procurando em vão essa donzela
O meu peito carrega uma seqüela
Tão profunda que o tempo não curou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 02 de outubro de 2009.
Poemas e Poesias 8450701257952780135

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  1. Eu nem sei se o que sinto é amor
    ou não passa de uma obsessão
    Entreguei para ela o coração
    sem nenhuma suspeita nem temor
    Meu intento foi um indicador
    que de culpa não tive a parcela
    Hoje quando estou pensando nela
    me esqueço até do que eu sou
    Quando a porta do peito se fechou
    a saudade esqueceu a chave dela

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O Donzelo Azarado

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